Como matar seus personagens

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Durante três horas, o médico e escritor Adriano Vendiamatti vai sangrar seu computador ensinando  sobre o que acontece com o corpo quando a morte vem. Veneno? Traumas? Nada vai ficar de fora. Traz o chá de camomila e se prepara para fazer pergunta e aprender.

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Formato: palestra on-line, ao vivo. Pegue seu caderno, sua caneta, seu café e venha para essa imersão

Como matar seu personagem

Entre os trabalhos de um bom escritor está o de descrever a morte de seus personagens de maneira fidedigna. Seja num conto de terror de Lovecraft ou num romance infanto-juvenil como Harry Potter, mortes são eventos chave, que devem ser usados com sabedoria para trazer o sentimento desejado pelo autor (medo, revolta, surpresa, tristeza, etc). De nada adianta descrever com emoção a morte de um personagem se não soubermos o como descrevê-la.

Quem já perdeu alguém por um infarto ou teve o azar de presenciar um jamais esquecerá dos detalhes. Se vou usar isso na minha historia eu também preciso sabê-los, ou corro o risco de tirar esse meu leitor do texto de uma forma que ele nunca mais volta.

Mortes marcam, mortes importam, seja na vida real ou nos textos. Mas, como disse Mark Twain “A diferença entre a realidade é a ficção é que a ficção faz mais sentido.” Descrever é a arma do escritor. Para matar seus personagens de uma maneira real e impactante, você tem de estar armado até os dentes.

Este curso é seu primeiro compilado sobre o assunto, focado em como os processos de morte ocorrem, podendo ser adaptados a qualquer gênero ou estilo de escritor. Durante três horas, o médico e escritor Adriano Vendiamatti vai sangrar seu computador ensinando sobre o que acontece com o corpo quando a morte vem. Veneno? Traumas? Nada vai ficar de fora. Traga o chá de camomila e prepare-se para fazer perguntas e aprender.

 

Parte A – Porque a morte?

1. A importância da morte num texto:

– geralmente a morte é um ponto chave de uma narrativa: plot twist, mudança de linha narrativa, morte de um personagem importante, inicio de uma jornada, etc. Mesmo em textos que não policiais horror, a morte é sempre um evento chave na história.

2. Porque descrever a morte “corretamente”:

– Você não sabe o passado do seu leitor. Descrever algo real pode puxa-lo para dentro da historia. O contrário também…
– O escritor tem de saber exatamente qual sentimento quer evocar no leitor com cada morte (Surpresa, medo, tristeza, simpatia, etc.)
– Você escolhe o nivel de realismo da sua obra, mas tem de saber a regra para quebrar a regra. E lembre-se: texto tendem a ser mais verossímeis e detalhistas do que filmes. Você não pode ocultar uma pesquisa malfeita numa pirotecnia.

3. Fisiopatologia da morte (o básico !)

– FUNDAMENTAL para textos policiais. A base da maioria dos mistérios.
– Ninguém simplesmente morre. Toda morte é uma sequência de eventos. Saber a sequencia desses eventos pode levar seu texto a lugares que você não tinha imaginado.
– Saber a sequência correta pode construir um “ticking clock” de muitos thrillers.
– Cuidados com lugares comuns e mitos perpetuados por Hollywood (exemplo: tiros).

Parte B – Tipos de morte

1. Mortes por trauma:

– Aonde a maioria das “mortes na mão do amado” ocorrem.
– Saber o que é um ferimento fatal ou não, lembrando que a época e o lugar mudam tudo.
– Saber como criar falsas mortes (tomou 3 tiros e levanta depois, facada no olho, etc)

2. Envenenamento:

– Na vida real não são comuns. Na literatura são usado a exaustão. Cada veneno é um universo á parte, com mortes lentas e dolorosas a rápidas e surpreendentes.
– Mito: não se faz toxicológicos de rotina ( no Brasil só no IML)
– Venenos reais que parecem ficção (Novichok, Sarin, neurotoxinas, etc)
– Vamos repassar os mais usados na literatura (arsênico, chumbo, cicuta, ricina, etc)
– Não existe “animal” letal.

4. Mortes sobrenaturais:

– Universos de fantasias possuiem suas regras. Mas nem sempre tudo é sobrenatural. Trazer um pouco de realidade as mortes podem ajudar ao seu leitor temer pelos personagens muito poderosos (ex: GOT, Witcher)
– Mortes magicas com fundo real ajudam a dar um senso de profundidade ao seu universo. Não é vale tudo por que tem magia.

 

5. Morte por doenças
– no mundo real as maiores causas, mas raras na literatura (consideradas anticlímax)
– bem descritas podem ser bem intensas, e um coringa.
– cliché bem usado: o protagonista que está morrendo. A morte dele tem de ser catartica, e bem detalhada (o leitor esperou o livro todo)

O curso será ministrado por…

Adriano Vendiamatti. Médico, cirurgião e emergencista com mais de 15 anos de experiência, trabalhando em centros de referência de trauma e urgências clinicas. Por sua vivencia diária com a morte e o morrer, tornou-se o consultor de dezenas de escritores sobre como descreve-la de maneira fidedigna em suas mais variadas faces: acidentes, intoxicações, doenças, além das ocasionais (porém constantes) dúvidas de como envenenar alguém e fazer parecer natural, perguntas essas que ele responde com cada vez mais receio.

Informações

  • Local: Evento do Google Meet
  • Turma: 22 (DOMINGO) 16h às 19h
  • Total: 3 horas
  • Participantes: mínimo de 15
  • Em caso de problemas técnicos que impossibilitem o encontro, uma data será remarcada. O participante que desejar, pode receber seu investimento de volta.
  • Acadêmicos que precisem de certificado para computação de horas, devem fazer a solicitação em até cinco dias pelo e-mail [email protected]. O certificado será enviado em até 15 dias.
  • Caso não haja o número mínimo de participantes e a turma não se forme, aqueles que tiverem se inscrito receberão os valores pagos estornados ou poderão converter para participação em outros cursos da Sala do Escritor (caso haja vaga).

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